terça-feira, 23 de setembro de 2008

STAND BY


Estava lendo uma entrevista da atriz Amanda Seyfried de Mama Mia! na Capricho (sim eu leio Capricho, e dai?) e ela diz que teve um caso com o ator Dominic Cooper (seu par romantico no filme) durante as filmagens. O problema é que ela namorava outro ator, Jesse Marchant. Ela contou tudo ao namorado e terminou o relacionamento. Perguntada se ainda amava o ex ela respondeu:
"Não sei, ele é a pessoa com quem eu gostaria de ficar e casar mas não agora. No momento estou tentando sair com outras pessoas. Espero que ele esteja apaixonado por mim daqui a uns 6 anos." HEIN?
É isso mesmo? Deixa eu ver se entendi, a garota traiu o namorado, terminou com ele, quer liberar pra geral e quer que daqui há 6 anos (só isso?) o bofe esteja disponível? DESCE DO LUSTRE, ALICE! Que coisa mais ridícula, falta total de maturidade e consideração com a pessoa que está com você. Se não quer casar agora, tudo bem, não precisa casar, mas trair? Se não está dando certo, separa ou tenta resolver de uma forma menos drástica, porque trair e depois ainda querer que a pessoa fique de stand-by (igual a uma TV esperando que alguém apeqte o botão ON no controle remoto) é uma baixaria.
Pelo menos a bonita fez a "gentileza" de estipular tempo, 6 anos(!), e quem te diz "Agora não quero nada, mas quem sabe no futuro?" e aqueles que dizem "Mesmo que você esteja com alguém, se eu voltar a te amar vou te procurar." Cuma?! Tá se achando a última bolacha do pacote...
Tem uma canção da Carole King que diz: "ISSO NÃO É JUSTO/ISSO NÃO ESTÁ CERTO
SE REALMENTE ACABOU/ENTÃO ME DIGA ESSA NOITE
SE ESTÁ TUDO ACABADO, ME DEIXE LIVRE."
É exatamente isso, if it's over, let me go! Não me amarre, não tente criar laços e fingir que está tudo bem. Nós não fomos nem somos apenas amigos. É por isso que eu não consigo ter amizade com ex. Mas isso é assunto pra outro post...


TIAGO SPEARS-HILTON

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AMOR & VÍCIO PARTE II



Li o comentário que uma amiga, P., fez no post anterior e uma coisa me chamou atenção; ela diz que dificilmente nos livramos de um vício, nós apenas escolhemos outra coisa pra nos viciarmos. Isso é assustador, mas é verdade. O ser humano é muito dependente. Precisa-se de todo tipo de escape pra fujir das frustrações do dia-a-dia, da crueldade da que é viver.
Largamos o cigarro e comemos até explodir.
Largamos a bebida e viramos fanáticos religiosos.
Esquecemos AQUELA pessoa e passamos a comprar compulsivamente.
Lembrando que a linha que separa hobby e vício é tênue, eu pergunto: dá pra viver sem vícios?



TIAGO SPEARS-HILTON

sábado, 13 de setembro de 2008

AMOR & VÍCIO - 1º POST!


Bem vindos ao meu blog, um espaço onde eu direi tudo o que penso, sem restrições.
Aqui será meu território livre e quem quiser conhecer um pouco das minhas idéias, check this out:



Qual é o limite entre amor e vício?

Parece uma dissonância comparar um sentimento tão sublime (amor) a algo tão nocivo (vício), mas pense bem: um viciado ama a sua droga. A cocaína, por exemplo, é o objeto de amor do cheirador. Sim, mas e o amor, como compará-lo ao vício? Simples. Pense na pessoa que você mais ama ou amou e diga: quanto tempo você é capaz de ficar longe dela? Se quando você fica longe por algum tempo começa a sentir palpitações, angústia, tristeza, não se engane, isso não é o seu sublime amor te avisando o quanto aquela pessoa é importante, é o seu cérebro dizendo que você precisa desesperadamente suprir a carência àquela pessoa. Em breve as palpitações se tornarão taquicardia, a angústia virará fissura e a tristeza, depressão. Em outras palavras, SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA.
A diferença entre o viciado em drogas e o viciado em amor é que o viciado em drogas sabe (e algumas vezes assume) seu vício; tem consciência que é um comportamento destrutivo. O viciado em amor nunca reconhece que está viciado em alguém (na maioria das vezes ele nem percebe).
O problema em reconhecer um viciado em amor é que a sociedade não aceita que uma pessoa possa ser tão dependente de outra. Ora, e aquelas pessoas que dependem do dinheiro das outras? O que é pior, depender financeira ou afetivamente de alguém? As duas são ruins, mas dependência financeira é vista com olhos mais amenos pela sociedade hipócrita, onde todos temos que ser auto-suficientes. A hipocrisia se dá pelo fato de que uma pessoa pode depender do dinheiro de outra, mas do amor NUNCA!, pois isso as torna fracas, sem importância. Quase párias.
As vezes penso que deveria existir uma"rehab" para corações partidos. Eu sei, é brega, mas seria incrível estar numa clínica, cheia de pessoas românticas (e idiotas) como eu, que assumem que s~so viciados em amor, mas que querem ficar "limpos". Se existisse esse lugar, e me dissessem: you should try to go to rehab, eu diria, YES, YES,YES!!!


TIAGO SPEARS-HILTON